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abril 24, 2012

Liberdade e Forma de Expressar Adoração

Pular, gritar, erguer as mãos, bradar, correr, dançar por horas seguidas… O que é certo? Qual o limite? Como devemos reagir? Será que eu também devo?

Bem, estas são muitas das perguntas que temos. Geralmente ficamos com um “pé atrás” quando vemos as coisas acontecendo durante o louvor e adoração. E realmente a nossa atenção é cativada pelo que os nossos olhos estão vendo.

A pergunta de muitos é: o que tem fundamento bíblico e o que não tem? Como sei onde é o limite? Existe limite?

Analisemos algo, existem mais de 50 palavras no original para a palavra LOUVOR. E todas elas, sem exceção, são verbos que transmitem a idéia de AÇÃO.

O louvor nunca é algo contemplativo, meditativo, em silêncio. Ou seja, em outras palavras, se você diz estar louvando, você tem que estar exercendo alguma ação com seu corpo ou voz.

Por exemplo, a palavra Barak significa louvar, reverenciar, bendizer (‘diz bem de… ‘). A palavra Yadah significa confessar com mãos levantadas. Zamar, por sua vez, quer dizer fazer melodia ou dedilhar com cordas. Temos também Shabach, que é aclamar em alta voz, glorificar com louvor. Uma das palavras que mais gosto é Halal, que significa fazer barulho, fazer um claro e brilhante som, celebrar, PARECER TOLO!

E então? Como pode? Essas palavras só têm sentido quando colocamos em prática. Quando olhamos para um irmão, e ele está rolando, caído no chão, rindo, correndo pelo templo, ou pulando feito louco, por que é que muitas vezes nós o julgamos?

A palavra nos manda fazer barulho, nos manda levantar um glorioso louvor, e para isso, poderemos até “parecer tolos”. O nosso louvor tem que ser claro e brilhante: “Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor” (Sl 66:8).

Algo distintivo sobre louvor é que ele TEM QUE SER EXPRESSO seja através de canto, dança, instrumentos, gritos, proclamação, etc. Ou seja, ele tem uma natureza e forma extrovertidas.
Meditação não é louvor. Se você estiver assentado, observando, quieto, ou imóvel, você não estará louvando. Você pode até estar adorando, mas não está LOUVANDO!

E para terminar, quero deixar algumas razões pelas quais devemos louvar:
1) Porque somos ordenados a fazê-lo. (Sl 150:1)
2) Porque Deus habita no meio dos louvores. (Sl 22:3)
3) Há poder no louvor (Sl 149:6).
4) Porque é bom louvar a Deus (Sl 92:1; Sl 135:3)
5) Porque fomos criados para isso (I Pe 2:9; Is 43:21)
6) Acima de tudo, porque ELE É DIGNO E MERECEDOR! (Sl 48:1; Ap 4:11)
Nós louvamos a Deus quando nos achegamos a Ele. Quando Ele se achega a nós, então nossa única reação é adorar! Louvor é o que fazemos para que Ele venha! Adoração é o que fazemos quando Ele se manifesta!

Louvor nos traz à presença de Deus! Adoração responde à presença de Deus! Portanto, abra sua boca aí mesmo onde você está! Que os altos louvores do Senhor sejam ouvidos em sua vida!

Estruturando O Louvor em Nível Ministerial

Caro amigo, na minha experiência de integrante de equipe de louvor ha vários anos, depois de muitas lutas, tribulações e provações, pude aprender que a equipe de louvor é que tem a responsabilidade de preparar os corações do público para ouvir a mensagem, se a equipe de louvor não se sair bem ou se algum membro da equipe estiver com problema, certamente será notado por todos, pois, a equipe de louvor pelos momentos que estiver ministrando, será o centro das atenções, por isso, não vá à frente ministrar se você tem algum problema, ore e concerte-o com Deus!
No período de louvor, cada música tem uma função, por isso temos que além de saber escolher as músicas certas, temos que pô-las em ordem. Mas coisa que o ministro jamais deve se confundir na hora de escolher as musicas que montarão o repertório do culto é que Louvor é completamente diferente de Adoração.
Louvor = é o ato pelo qual o homem glorifica a Deus com alegria, com danças e palmas, ou seja, louvor é se podemos ver um claro exemplo disto em: 1 Crônicas 13:8 Então Davi e todo o povo começaram a dançar com todas as suas forças em louvor a Deus. Eles cantavam e tocavam instrumentos musicais, isto é, harpas, tambores, pratos e trombetas e 1 Crônicas 16:25 O Deus Eterno é grande e merece todo o nosso louvor; ele deve ser temido mais do que todos os deuses. Nesse período usamos músicas mais animadas, que fala de forma alegre como na música: Autoridade e Poder.

Adoração = é a manifestação em que o homem se reverência a grandiosidade de Deus, onde ele assume a sua infinita inferioridade diante da glória de Deus.

Nesse período usamos músicas mais lentas em que deixamos bem claro ao visitante que Deus é bom e que carecemos da sua glória, como na música: Maravilhoso és!
É por isso que quero mostrar aqui, como o louvor é estruturado, o período de louvor está dividido em duas partes:
Louvor horizontal
 
Louvor vertical
Louvor horizontal – É o primeiro momento do período de louvor; onde falamos aos homens. Esta parte se subdivide em outras 2 partes:
Confraternização: Onde o Ministro de Música pode escolher músicas que falam aos homens; para que todos, visitantes e igreja se tornem um, isso fará com que os visitantes se sintam mais “em casa”. Ex.: Bom estarmos aqui.
Conscientização: Onde o ministro poderá usar músicas que falam ao pecador, convencendo do seu pecado e mostrando que a solução é Cristo: Ex.: Você precisa de Deus.

Louvor vertical – Onde o ministro irá usar das músicas para levar o visitante até Deus, mostrando a grandiosidade de Deus ou ainda agradecendo a Deus pelas bênçãos recebidas. Nessa fase o visitante estará preparado para receber a mensagem.Ex.: Grande é o Senhor.
É no período de louvor é que vamos concretizar como vai ser o culto, por isso, temos que manter a disciplina. A seleção dos hinos devem seguir a seguinte ordem:

Momento Classificação


Confraternização Falar de Deus (Louvor)
Falar com Deus (Adoração)
Conscientização
Apelo
Louvor horizontal Louvor horizontal
Louvor vertical
Louvor horizontal
Louvor vertical

E ainda; quanto ao estilo obedeça a seguinte ordem:
Comece com as músicas mais alegres e mais agitadas e vá diminuindo o ritmo mansamente para um toque bem espiritual, de maneira que ninguém perceba a queda!

Mas não pense que toda essa organização e estruturação é feita para atingir e bombardear a cabeça de todos com a música, pois, a finalidade do período de louvor não é de convencer o homem de seu pecado, afinal esse é o papel do Espírito Santo; a verdadeira função do período de louvor é de dar aquele “empurrãozinho” para ajudar o visitante à tomar sua decisão.

Quando a pessoa procura a igreja é porquê algo está errado em sua vida, ela não vai à igreja só por passear ou passar o tempo, pois “mundanamente falando” , existem muitos outros lugares para ele se divertir, mas não!; ele escolheu justamente a igreja, e sabe por quê? É porque ele sabe e está ciente de que precisa de Deus, e quando ele entra na igreja não é por uma emoção e sim por “razão” , isso depois de ver que não existe saída sem Jesus e é aí que entra em ação o Espírito Santo, pois ele já convenceu o homem do seu pecado.

Só que ao entrar na igreja ele se sente perdido, pois ali, é um lugar novo, ele se sente constrangido e jamais, ou quase nunca, irá à frente tomando sua decisão. É preciso criar um “clima” para que ele se sinta mais em casa e que fique maravilhado com o louvor , e após ouvir a palavra de Deus é que ele vai ter segurança de ir diante a igreja declarar a sua conversão

Em suma…a tarefa de convencer o homem a tomar sua decisão é única e exclusivamente do Espírito Santo, o período de louvor apenas vai se usar do poder que a música tem de tocar os sentimentos do homem e levar a palavra e amolecer o seu coração criando o “clima” de segurança de que ele precisa para ir à frente.

Mas muitas igrejas já vi o maior erro que uma pessoa pode cometer em um culto: Entre o período de louvor e a pregação não pode haver nem um contratempo, pois isso iria quebrar o clima de que o pecador está precisando para se converter! Pois a música tem o poder de tocar os sentimentos do homem mais duro; o visitante estará encantado com a mensagem das músicas, se o louvor for bem dirigido, ele estará implorando o momento apelativo e quando alguém dá algum aviso ou convite isso anulará todo esforço da equipe de louvor, por isso, após o louvor nada de avisos ou outra coisa! Isso para que eles não percam esse “clima”! Converse com seu pastor sobre como deveria ser a ordem do culto, vou sugerir a seguinte ordem: 

Prelúdio
Abertura
Hinos
Leitura Bíblica
Ofertório
Avisos
Apresentação dos visitantes
Período de louvor
Pregação
Póslúdio

Evite erros infantis, pois nosso Deus merece todo louvor e toda perfeição. Sei de uma banda “mundana” norte-americana que usa 15 carretas dos mais caros e sofisticados equipamentos musicais para tocar músicas mundanas, dando glórias a quem não merece, enquanto que muitos de nós, evangélicos, não damos tudo de nós para adorar o Deus verdadeiro que nos criou, que nos libertou, que deu o dom de louvar e que deu seu único filho para nos salvar!

A palavra de Deus deixa bem claro que ele não se agrada com qualquer coisa, ele quer o melhor de nós! Nada daquele ditado “se tocamos pra Deus, qualquer coisa tá bom, pois ele é compreensivo e vai nos entender!” Esse ditado é a maior heresia no sentido do louvor que já ouvi na minha vida!
Pois a bíblia deixa bem claro: “Cantai ao Senhor um cântico novo, tocai bem e com júbilo” (Sl 33:3).

Não cometa o mesmo erro que muitos cometem, muitos acham que para serem um bom músico tem que estudar música e tocar melhor que todos, mas às vezes esse músico toca tão bem mas as músicas dele não tocam ao coração dos pecadores que vieram à igreja buscar uma palavra de consolo, e quanto muitos que não tocam tão bem assim, conseguem tocar nos sentimentos do pecador e fazer, através da música, com que o pecador se arrependa de seus pecados e se renda aos pé de Cristo, por isso, a perfeição não está apenas no tocar bem mas está principalmente na humildade do músico e na unção do espírito e do talento, sempre ore para que Deus possa estar moldando e transformando seu interior a cada dia de sua vida! 

Espero que essas poucas experiências que pude compartilhar com você possa lhe servir de exemplo, para não cometer erros que cometi no passado pela minha inexperiência! Um abraço do seu amigo e irmão.
Elias O. Pinheiro

março 13, 2012

Pelo QuÊ EspeRar ?!

Eu é que fiz isto! ( 1 Rs 12.24 )

Existe uma mensagem muito especial por trás destas cinco palavras, uma mensagem que é capaz de dissipar as nuvens escuras que surjam na sua vida e amaciar os caminhos ásperos que você tenha de atravessar. É breve, mas é necessário deixá-la entrar no seu íntimo, no mais profundo da sua alma para poder usá-la como socorro na angustia: Eu é que fiz isto. Você já imaginou que tudo o que lhe concerne, também concerne a Deus? E você é muito precioso para Deus ( Is 43.4)
“... Faça-se –vos conforme a vossa fé” ( Mt 9.29 )
Podemos dizer que uma pessoa “prevaleceu em oração” quando, durante a oração, ela teve a certeza de que foi atendida, e ficou realmente consciente de já ter recebido aquilo que estava pedindo. Não podemos esquecer que nenhuma circunstância terrena pode impedir o cumprimento da vontade de Deus em nossa vida, ou seja a imutabilidade de sua palavra. Deus quer que creiamos que sejamos firmes nos nossos propósitos e que somente confiemos em sua palavra, somente assim Ele nos concederá aquilo que desejamos através de nossa fé.
“... Deus... chama a existência as coisas que não existem.” ( Rm 4.17 )
Qual o significado disto? Abraão ousou crer em Deus. Parecia impossível que ele se tornasse pai naquela idade. Contudo Deus o chamou de “pai de muitas nações”, antes que houvesse sequer um sinal de um filho. Então, Abraão chamou-se pai porque Deus o chamou assim. Isto é fé. Fé é crer em Deus, e reafirmar o que Ele disse. “A fé pisa num vazio aparente e encontra uma rocha firme embaixo.” Somente podemos afirmar que é nossa, uma coisa que Deus já declarou nossa, e Ele tornará realidade tudo em que cremos. Falamos de fé real: tudo o que há em nós deve ser colocado nesta confiança em Deus.
“... Acima das nossas forças...” ( 2 Co 1.8 )
“... Para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” ( 2 Co 12.9 )
As dificuldades e obstáculos são os desafios que Deus lança à nossa fé. Quando encontramos obstáculos no caminho do dever, precisamos considerá-los como vasilhas que a fé tem diante de si para encher da plenitude e suficiência de Jesus; e à medida que avançamos, confiando simples e inteiramente nele, podemos ser provados, podemos ter de esperar e deixar que a paciência tenha a sua obra completa, mas no fim acharemos a pedra removida do sepulcro e o senhor esperando para nos recompensar em dobro pelo nosso tempo de prova.
“E isto vos acontecerá para que deis testemunho.” ( Lc 21.13 )
A vida é uma subida íngreme e, quando alguém que já está mais alto nos conforta lá de cima e nos anima a prosseguir na escalada, isto faz bem ao nosso coração. Todos nós somos como um grupo de alpinistas, e precisamos ajudar-nos uns aos outros. Esta escalada em que estamos é um trabalho sério, mas glorioso. A chegada ao cimo requer força e passo decidido. Á medida que subimos, a visão se amplia. Se algum de nós descobre alguma coisa que vale a pena, deve dizê-lo aos que estão mais em baixo.

Tem uma canção que diz:
“Deus tem o melhor pra mim/ Deus tem o melhor pra mim/ E o que perdido foi não se compara / Com o que há de vir/ Uma nova história Deus tem pra mim/ um novo tempo Deus tem pra mim/ Aquilo que pedido foi / Ouvirei de sua boca / Te abençoarei.”

março 07, 2012

AdoRAção É Mais Que UMa CançÂO !


Infelizmente, existe em grande parte de nossos ministérios musicais, uma "Liturgia" que une a adoração congregacional exclusivamente com canções. Poucos líderes se preocupam com elementos de adoração a Deus que não seja a música. No livro de Atos, temos um exemplo de quatro dessas atitudes de adoração que, muitas vezes, são completamente distintas da música.
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:42).

a verdade

Aqui temos quatro grandes elementos que precisamos incluir em nossa lista de necessidades de um grupo de Louvor & Adoração. Eles devem ser as prioridades absolutas em nossos grupos musicais, como também em nossa vida de adoração pessoal. Neste estudo, tentaremos trazer a realidade um pouco destes "elementos" que muitas vezes são negligenciados dentro de nossos ministérios musicais, e portanto em nossas adorações congregacionais.

Verdade

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, ..."

Precisamos compreender, antes de qualquer coisa, que VERDADE se distingue totalmente de leis e regras impostas por homens que buscam satisfazer sua necessidade de poder ou justiça. Deus odeia esse tipo de religião, assim como Max Lucado (Quando os Anjos Silenciaram), quando diz: "Ela (religião) oprime o povo, contamina os líderes e corrompe seus filhos".

Jesus sempre condenou a religião composta apenas de regras. Fez suas mais duras críticas, aos religiosos que baseavam sua adoração em leis injustas e rígidas. Conclamou o povo a uma única verdade simples, e a resumiu numa única frase: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." (Lucas 10:27). Pronto, está definido que a verdade bíblica se baseia em amor a Deus e respeito ao próximo.

Jack Hayford (Adorai Sua Majestade) diz algo, que creio servir para nossa reflexão: "A palavra que só informa sem inspirar, ou que só confronta sem instilar esperança, pode ser ortodoxa, mas é também contraproducente."

Quase todos sabemos que não somos salvos através de boas obras, mas poucos são os que transferem esta verdade para a adoração. Muitos músicos crêem que ensaiando muito, receberão de Deus o título de "Adorador do Ano". Outros, Líderes de Adoração, acreditam que tocando diariamente, compondo quase que semanalmente e vendendo seus Cds mensalmente, receberão o disco de Ouro da "Céu's Recordes". Isso é tentar ser um adorador pelo que se faz, não pelo que se é.

"Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15:8,9)

Precisamos nos aproximar de Deus, através de uma adoração baseada na verdade descrita pela Palavra. Sempre quando leio o texto de Mateus 15 (e vários outros também) tenho a nítida impressão que a MOTIVAÇÃO vale para Deus mais que a ação. O motivo pelo qual cantamos nossas músicas é muito mais importante que as músicas em si mesmas.

Você pode estar se perguntando o que quero dizer com tudo isso, note: A palavra de Deus (verdade) nos impede que tropecemos em nosso orgulho e corrupção, mas os métodos humanos nos levam a eles. Sabe porque? Porque "Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos." (Salmo 19:8)

Isso é uma inversão total de valores (principalmente para nós músicos e ministros), pois quando nos prendemos a verdade bíblica, Deus automaticamente passa a ser o centro de nossa vida e ministério. E tê-Lo no centro de nosso ministério, evita que caiamos no legalismo farisaico, assim como os sacerdotes da época de Cristo.

Comunhão

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, ..."
comunhão 

 Um dos ingredientes mais complexos da verdade é a comunhão que ela exige de nós. Isso mesmo, a partir do momento que você coloca Deus no centro de sua vida, impreterivelmente os "outros filhos" virão junto com Ele. Passaremos então a usufruir a COMUNHÃO com os irmãos, quer gostemos ou não.

Pense um pouco comigo e leia o que diz I João 1:7: "Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado." Baseado nisso, cremos que não exista qualquer possibilidade de separar a comunhão horizontal (pessoas) da vertical (Deus), temos que aprender a conviver com ambas.

Em uma de suas pregações na igreja que pastoreia em São Paulo (Projeto Ágape) o pastor Sandro Baggio disse: "Relacionamentos saudáveis nunca acontecem por acaso; é preciso aprender a desenvolve-los." Nós, como igreja, precisamos aprender imediatamente como nos relacionar, e buscar esta comunhão com nossos irmãos (cristãos ou não-cristãos), pois foi por elas que Jesus morreu em uma cruz e nos deu uma missão de amor.

Nós cristãos, muitas vezes, temos um sentimento secreto de superioridade sobre as outras pessoas, principalmente as não-cristãs. Acreditamos que nossa obrigação é a de mostrar seus erros e desmascarar o inimigo em suas vidas. Sempre nos esquecemos (ou buscamos esquecer) que na verdade, temos que traze-las para nosso convívio pessoal, pois Jesus morreu pela remissão de pecados, como também morreu para que TODOS tivéssemos uma família e um lar.

Até drogados, homossexuais, aidéticos, mães solteiras, pecadores em geral tem direito a esta mesma família de Cristo. Philip Yancey (Maravilhosa Graça) diz: "Com demasiada freqüência, a igreja levanta um espelho refletindo a sociedade que a cerca, em vez de uma janela revelando um caminho diferente."
O mundo está cansado de leis e acusações vinda de nós, os "santos", as pessoas já sofrem demais com os pecados que cometem para ter de ouvir mais acusações de nós cristãos.

Devíamos ter muito mais comunhão com o mundo que nos cerca, segundo Dietrich Bonhoeffer (Teólogo alemão morto por Hitler pouco antes de terminar a 2ª guerra mundial) "no mundo em que vivemos, os cristãos devem ser uma colônia do verdadeiro lar". Devemos refletir, a vida que Cristo nos ensinou. Uma vida de amor a Deus e ao Próximo, Verdade e Comunhão.

O ministério musical que a igreja busca é um grupo de pessoas que estejam dispostas a serem esta colônia, onde as pessoas que buscam a presença de Deus, tendo comunhão conosco, aprendam a viver a verdade. Um lugar onde se aponta unicamente para pessoa de Deus e de seu Filho, não para nossas músicas e/ou erros pessoais.

Onde o amor seja a principal verdade ensinada em nossas adorações congregacionais, e a comunhão entre os irmãos é uma realidade impactante sobre o mundo decaído e com tanta falta de relacionamentos. Dwight L. Moody disse algo sobre o porque da necessidade de um lugar assim: "De cem homens, um lerá a bíblia; noventa e nove lerão o cristão." Se tivermos atitudes de um adorador que busca a comunhão entre TODOS os irmãos, faremos uma verdadeira revolução de louvor no mundo.

"E eis que uma mulher Cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada." (Mateus 15:22)

Você já se perguntou porque Jesus tinha tanto contato com pessoas de "baixa moral" e a igreja atual tem tão pouco? Porque as pessoas procuravam Jesus descrevendo seus problemas abertamente e a igreja atual não? Porque as pessoas mal podiam esperar para estar perto de Jesus e odeiam ir a um culto?
Porque elas querem ir a igreja para ver a Deus e seu Filho, não para ouvir como seus erros e fracassos os farão sofrer. Procuram uma experiência de adoração com o Deus que ouviram falar que alivia suas dores e perdoa seus pecados. Poucos ministérios têm interesse por essas almas, falta COMUNHÃO em nossa adoração. Falta um interesse real de conversão de almas na maioria de nossos ministros musicais. Preocupamo-nos em demasia com ensaios, reuniões, músicas, melodia e células rítmicas, para pensar em qualquer outra coisa.

Serviço

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, ..."
O serviço traz propósito à adoração. Na verdade, adquirimos uma dupla responsabilidade quando assumimos a Verdade & Comunhão como peças fundamentais em nosso ministério. Além de louvar a Deus, a adoração nos impulsiona ao serviço ao próximo. A experiência de adoração que temos enche-nos de amor, e esse amor é levado aos que necessitam dele.

Por isso, adoração e evangelismo, estão intimamente ligados, um te leva ao outro, um não consegue viver sem o outro. Separa-los é como tentar distinguir o gás-carbônico do oxigênio enquanto respiramos, é algo impossível de se fazer com nossos narizes.
"Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará." (João 12:26)

Quando digo que o serviço é uma peça essencial numa vida de adoração, sei que adquiro muitos inimigos, pois nós músicos temos um ego muito forte. Todos nós (principalmente eu) preferimos ser servidos a servir outros. Temos uma necessidade acima da média por honra ou reconhecimento, mas para o desespero de alguns (inclusive o meu): o maior de todos os mestres serviu toda uma nação com seus dons, sabedoria e também com sua morte. Por isso ele sempre será nosso exemplo máximo de ministério e também de serviço.

O serviço é tão importante para o bom funcionamento de um ministério de música e/ou para nossas vidas de adoração, que John C. Maxwell (As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder) chega a dizer que "As pessoas não se importaram com quanto você sabe, até que saibam quanto você se importa".

Isso é radicalmente oposto, e até indecente, para o líder musical que considera o profissionalismo perfeccionista (isso é radicalmente diferente da Excelência) como forma de governo para seu ministério e para sua adoração. Apesar de trazer boas coisas para dentro de um grupo de música, o profissionalismo traz também uma certa necessidade de se "auto-completar", sendo assim, qualquer ajuda externa é descartada, inclusive a de Deus.

Concordo em todos os sentidos com Rory Noland (Coração do Artista) quando diz: "O serviço cristão é uma noção de contracultura; vai contra a natureza humana". É por isso que o serviço cristão (principalmente o musical) é tão contestado e até refutado por muitos hoje em dia.

Temos que nos concentrar em servir as pessoas, em suas necessidades, com nossos dons e talentos - mesmos os musicais e artísticos. Noland diz que o "ministério não diz respeito a nós e a nossos talentos maravilhosos. Diz respeito às pessoas." É por isso que Pedro tão habilmente nos ensina que "Cada um administre (sirva) aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (I Pedro 4:10)

Jesus (Marcos 10:45) disse: "Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." É por isso que quando se via frente à multidão de pessoas que o acompanhava tinha "grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor." (Mateus 9:36). Seu ministério estava totalmente voltado as pessoas, era para elas (pessoas) que tinha vindo.

Precisamos desesperadamente, de líderes musicais, que quando estiverem no palco, olhem as pessoas com os mesmos olhos de Jesus. Que tenham compaixão delas e seu coração chore por suas necessidades. E se disponha a fazer todo o possível para que as almas se tratem no "hospital da Adoração". Que elas (pessoas) sejam a prioridade em sua ministração, colocando assim a música em seu devido lugar.

Sei que o serviço é muitas vezes árduo, as pessoas muitas vezes abusam da graça que estamos dispensando a elas, abusam de nosso amor e de nosso respeito. Mas Foi Jesus quem disse: "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento." (Marcos 2:17) Temos que entender que elas estão, muitas vezes, doentes e precisam de remédios, como o da adoração.

Oração
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:42).

Eu poderia enfocar a oração como elemento de adoração por vários ângulos diferentes. Existem excelentes livros e estudos que falam somente de oração, e sua aplicação numa vida cristã de adoração. Mas vou tomar emprestado de John Piper (Teologia da Alegria) algo que resume o que gostaria de dizer sobre este elemento: "A oração sempre te leva à plenitude do Espírito e a razão disso é que ela é o centro nervoso de nossa comunhão (adoração) com Jesus."

Se tentarmos cumprir aquilo para o qual fomos chamados, mantendo nossas responsabilidades perante Ele e a congregação em nossas mentes, nossa Oração deve ser feita dentro do sentido de Adoração & Serviço.

"Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito." (João 15:7)

A pastora Gisela Guth (IMMEI - Cuiabá, Mateus) disse certa vez que "a oração é a mola que move o braço de Deus, então, como sacerdotes e ministros, devemos usa-la em benefício do próximo." Um dos motivos da oração ser grandemente negligenciada em nossos ministérios musicais é o fato de que não entendemos seu propósito de Adoração & Serviço. E nossa maior (para não dizer única) responsabilidade é justamente adorar e servir.

A oração é essencial nesse processo porque é um dos principais fatores bidirecionais de nosso relacionamento com Deus. Talvez Charles Spurgeon, tenha sido um dos primeiros a descobrir esta verdade quando disse: "Quando se trata de oração, Deus e a pessoa que ora, são parceiras." Deus nos ama de tal forma, e está tão interessado em nos auxiliar, que nos deu um meio de interagirmos com ele.

Um Ministério Musical sem o elemento da oração é tremendamente perigoso (para não dizer catastrófico). A falta da oração nos leva, dentre outros, a falta de conhecimento de Deus e de seu caráter, e nunca conseguiremos adorar quem não conhecemos.
Creio que até agora não tenha dito nada de novo em relação à oração, todos sabemos destas coisas, e talvez você esteja até começando a sentir um certo sono enquanto lê este tópico do estudo. Você vai me dizer (com toda certeza) que tem condições de me dar uma aula sobre esse assunto, pois minha explanação está muito fraca. Mas então, se todos sabemos de sua importância, porque a oração é tão desprezada (ou despreparada) em nossos Ministérios Musicais?

Um dos motivos que mais acredito é o de que a oração, através do tempo, passou a ser desconsidera como um exercício de adoração, e sim mais uma simples obrigação cristã. A utilizamos, muitas vezes, por mero constrangimento no início e final de nossos ensaios (afinal temos que mostrar uma certa espiritualidade), algumas vezes lembramos de faze-la durante algum estudo e/ou trabalho pessoal, e mais raramente ainda em nossa casa. E quando fazemos, apenas pedimos, de forma egoísta, algo que supra nossas necessidades.

"Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia." (Lucas 22:42,43)
Jesus mais uma vez nos da o exemplo máximo. No Monte das Oliveiras fez uma de suas orações mais profundas de toda sua história. Ele, de forma magnífica, conseguiu colocar numa única frase de oração, a Adoração & Serviço de tal forma, que Deus lhe enviou um anjo para lhe confortar e ajudar.

Quando nos posicionamos em relação à oração, com o espírito correto, Deus da forma mais natural possível, passa a cuidar de nossas necessidades. Ele tem prazer em nos "presentear" com sua doce e amável presença, suprindo todo e qualquer desejo que tenhamos em nosso coração. Alem de passarmos a ter experiências fantásticas do poder e graça divina.

Conclusão

"Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos." (Malaquias 2:7)
Sei que muitas vezes posso passar a impressão que sou contra qualquer tipo de musicalidade, mas na verdade não é isso. Eu apenas busco coloca-la no lugar que creio ser certo. Realmente penso que os elementos descritos acima são de vital importância para nossos ministérios musicais, muito mais que a mera aplicação de regras melódicas e de conceitos harmônicos. Porque como já disse, a MOTIVAÇÃO (e aqui posso dizer caráter) define nossos métodos.

Quando tivermos a oportunidade de termos boas músicas que se baseiem prioritariamente nos quatro elementos descritos acima, então teremos canções que causem um tremendo impacto na sociedade em que vivemos. Iremos trazer a realidade os elementos da adoração que as pessoas necessitam para ter uma "oportunidade única" com o Deus que fez todas as coisas, inclusive nossa música.
Musicalidade é importante, mas buscar ter um ministério musical baseado nesses elementos da vida cristã (Verdade, Comunhão, Serviço e Oração), é ter a certeza absoluta que conseguirá compor, ministrar e executar músicas que contenham unção & música, ADORAÇÃO & ARTE.

Fonte: Publicado originalmente em http://www.gospelmusiccafe.com.br/seminario07.asp

março 01, 2012

Desviados

“Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”
(2 Coríntios 11:2)
O apóstolo Paulo estava bastante preocupado com seus amados coríntios. Com pesar, ele percebeu que Cristo já não era mais o centro da vida de muitos deles, pois estavam seguindo outros interesses. Agora ele tentava despertar novamente o amor dos coríntios pelo Senhor. Paulo fala da fidelidade existente entre um casal de noivos e escreve que, do ponto de vista espiritual, ele os preparava para o único marido, ou seja, Cristo.

Como devem ter se sentido envergonhados ao serem lembrados desse nobre relacionamento de pureza e lealdade, sabendo que haviam se afastado dessas coisas. Não apenas tinham desviado seus olhos da Cabeça, Cristo, quando deram importância indevida a certos “servos” do Senhor, fazendo-os líderes; também deram ouvidos aos falsos profetas que não pregavam a mensagem de Cristo, mas pregavam a si mesmos e suas próprias idéias. Paulo advertiu os coríntios que se lembrassem de Eva, a qual foi enganada pela serpente no Éden (v. 3), e termina com um aviso contra “outro Jesus que nós não temos pregado… outro espírito… outro evangelho” (v. 4).

Caminho

A pergunta é: Somos fiéis a Cristo? Ou temos permitido que as influências externas expulsem o Senhor do lugar que Lhe é devido em nosso coração? Seu amor para conosco é perfeito. Ele pagou o mais alto preço por nós: Sua própria vida. E agora, por causa de Seu amor, deseja nos abençoar, nos ajudar, nos santificar e Se relacionar com você e comigo.
 E qual é o seu desejo?

fevereiro 29, 2012

Ministério De Intercessão! Já Ouviu Falar?


CARACTERÍSTICAS DO INTERCESSOR

* Amor – Fruto do Espírito, força de Deus que é amor;
* Compaixão – O intercessor não deve julgar o irmão, a comunidade ou a causa pela
* qual intercede;
* Identificação - Assume para si a dor e a necessidade do outro e/ou da comunidade;
* Perseverança – Ora sem cessar;
* Ousadia na fé – Pede, suplica, insiste porque crê na vitória. Acredita que Deus sabe tudo e fará o melhor;
* Humildade – Sabe que se a oração é ouvida por Deus não é devido aos seus méritos, mas porque Deus é misericordioso;
*

Discernimento – Para fazer a vontade de Deus e para identificar se algo é humano, divino ou do Maligno. O Espírito Santo em nós é quem dá o discernimento, o qual vamos adquirindo à medida que buscamos uma maior comunhão com o Espírito e nos tornamos sensíveis à sua voz;

intrecessão

A Intercessão no Culto

Há dois motivos importantes para a intercessão no culto, o primeiro é a intercessão pelas vidas que entram na igreja, pela salvação e que todas elas estejam cobertas espiritualmente para se encontrarem com Deus. E o segundo motivo importante é a intercessão pelo anjo da igreja, que é o pastor; o pastor da igreja deve estar coberto, para que ele não seja retalhado por setas do maligno.

O Ministério de Intercessão

O sacerdote no antigo testamento tem como trabalho diante de Deus, a intercessão pelo povo para a purificação e adorar a Deus. Sendo que o maior nível de batalha espiritual é a adoração. A intercessão tem vários níveis de batalhas e por isso diante de Deus é um ministério que se deve levar a sério. Temos vários exemplos na Palavra de Deus de intercessão: Jesus intercede pelos seus discípulos e por todos, Moisés pelo povo, Jeremias por Israel, Paulo pelas igrejas...

min interseção

A Importância de Interceder pelos Líderes Ex. 17:11, 12 e 13. “Quando Moisés levantava as mãos, Israel prevalecia, mas quando ele baixava as mãos, Amaleque prevalecia. Quando as mãos de Moisés ficaram cansadas, tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, e ele se sentou nela. Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado, e outro do outro lado, assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. Assim Josué venceu o exército amalequita ao fio da espada.

Com base neste texto, podemos ver o significado de nossa intercessão, quando intercedemos pelo nossos líderes, a noiva do Senhor se torna um grande e poderoso exército, pois nossos líderes estão a frente nas batalhas espirituais, quando nós seguramos as suas mãos e nos colocamos em posição de combate, nenhum inimigo pode prevalecer. Então é muito importante que nós intercedemos diariamente pelos nossos líderes.

Pastores

fevereiro 28, 2012

Transparência No Ministério

Músicos que desejam se tornar bênçãos em seus grupos musicais nunca devem negligenciar uma vida transparente e de intensa comunhão.
Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. (Provérbios 27.5)
esphelo

Músicos que desejam se tornar bênçãos em seus grupos musicais nunca devem negligenciar uma vida transparente e de intensa comunhão. Todas as alegrias, lutas, dificuldades, vitórias, fraquezas etc., quando possível, devem ser compartilhadas com o líder e com os companheiros de ministério. A vida do músico cristão deve ser um verdadeiro livro aberto, especialmente no grupo em que ele vive.

   As Escrituras Sagradas nos ensinam: “Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação” (Tiago 5.16).
A falta de transparência pode se tornar um problema sério. Há alguns meses atrás enfrentamos este problema na área musical de nossa igreja. Apesar de ser um dos líderes, eu sabia muito pouco sobre a vida de alguns companheiros de ministério. Com algumas pessoas eu tinha pouca intimidade. Sendo assim, eu não pude defende-los quando eram atacados ou acusados pelo inimigo. Leia I Samuel 34,35 para saber como Davi defendia seu rebanho.

Quando há falta de transparência no rebanho, o pastor não pode defender suas ovelhas. Certa vez alguém me questionou: Como você pode deixar fulano subir para cantar se na semana passada ele cometeu aquele pecado? Eu respondi: “Que pecado? Não estou sabendo de nada?”. Muitos líderes hão de convir comigo que às vezes eles são os últimos a saber dos problemas do grupo, e mesmo assim, através de fofocas e palavras distorcidas. Quando um discípulo é transparente com seu discipulador o relacionamento se torna mais saudável. Eu estou tendo privilégio de escrever sobre isto porque tenho vivido esta verdade aqui em minha igreja.

Há algum tempo atrás uma pessoa me fez a mesma pergunta que lemos anteriormente: “Você vai deixar fulano tocar? Ele deixou mau testemunho naquela
reunião!”. Eu respondi: “Eu já sei o que aconteceu e não foi nada disso que você está pensando. Foi um mau entendido, não se preocupe. Já estou tratando de minha ovelha”. Quando há transparência o discipulador pode defender e orar pelos seus discípulos.

Em várias situações desfrutei da bênção de contar às minhas ovelhas os meus problemas e fraquezas. Eles também compartilharam comigo suas vidas. Assim podíamos orar com objetividade uns pelos outros, e confiar uns nos outros. Tudo fica melhor quando nossa vida é aberta diante dos nossos irmãos, e diante de nossos líderes. Um enorme peso de nossos ombros é retirado quando nos dispomos a ter uma vida transparente. Em Hebreus 4.13 lemos: “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”.

Lute pela transparência na sua igreja... pode ter certeza que ela trará confiança, comunhão, intimidade, e unção de Deus...
Um ingrediente que nunca deve estar ausente dentro de qualquer ministério é a unidade entre as pessoas. Observo em muitos lugares, que grupos têm buscado unção de Deus, procurando ser abençoados, porém muitos deles não prestam atenção à um item essencial. Indubitavelmente, a falta de unidade entre as pessoas é um problema sério dentro de qualquer ministério!

Causas

Alto Falante

A desunião de um grupo pode ser causada por muitos motivos. Dentre os mais conhecidos e dentre os quais eu mesmo enfrentei, quero citar alguns abaixo. É muito provável que o seu grupo se identifique com algum deles:
  • >> Inveja ou ciúmes
  • >> Pessoa magoada
  • >> Falta de humildade (soberba), insubmissão
  • >> Fofoca (contendas)
  • >> Falta de amor pelos membros do grupo
  • >> Irmãos com pensamentos e idéias diferentes
  • >> Falta de respeito uns pelos outros
  • >> Preguiça, irresponsabilidade
Talvez você pudesse, pela sua experiência, acrescentar muito mais problemas a esta lista, mas quero deixar esta parte de lado e seguirmos em frente falando um pouco das soluções para este problema. Uma delas, que o nosso grupo encontrou, foi a palavra honrar.
Solução de valor

As Escrituras Sagradas nos dizem que devemos honrar e amar uns aos outros. Quero que fique bem claro que honrar o próximo não é exalta-lo ou glorifica-lo. Nós temos uma expressão chamada "jogar confetes", que significa elogiar outra pessoa demasiadamente, exaltá-la etc. É bem diferente do que honrar. Por exemplo: após termos dirigido o louvor na igreja, nós do Ministério Vida Nova, temos o hábito de dizer uns aos outros:
  • >> Foi bom ter cantado com você!
  • >> Foi uma honra estar ministrando contigo!
  • >> Foi uma honra estarmos louvando a Deus juntos!
  • >> Foi uma bênção para mim ter tocado teclado com vocês!
  • >> Você é realmente um servo de Deus!
Isto é honrar o próximo com palavras! Este tipo de atitude melhora em muito o relacionamento de um grupo de louvor. Isto porque as pessoas começam a se sentir valorizadas, amadas, queridas etc.
Infelizmente...

Microfone

Infelizmente, há músicos que fazem exatamente o contrário, e é aqui que encontramos um dos motivos da falta de unidade de um grupo. Após um culto evite estes comentários:
  • >> Hoje você não deveria ter cantado!
  • >> Hoje você estava péssimo!
  • >> Parece que você está desaprendendo!
  • >> Você precisa ensaiar mais...!
  • >> Você nos atrapalhou em tal cântico!
  • >> Você errou demais esta noite!
Estes comentários não ajudam em nada, e muitas vezes acabam machucando alguém. Se você tem algum comentário ou exortação a fazer, faça depois na reunião de louvor, e mesmo assim com bastante "jeitinho". Faça tudo isto visando a unidade, e para quebrar qualquer motivo de barreira que poderia criar-se entre uma pessoas e outra.
Conclusão

Para finalizar, eu gostaria de desafia-lo a levar unidade ao seu grupo. Se você tem sonhos e objetivos com relação a sua equipe, primeiramente observe se há unidade naquele meio. Os músicos devem aprender a se honrar, respeitar, ter o mesmo sentimento uns para com os outros e amar o próximo como a si mesmo, como Jesus várias vezes enfatizou... concorda comigo? Então, mãos à obra!